Fotografar Panorâmicas

Fotografar Panorâmicas

Aprende a captar as melhores panorâmicas!
Fazer fotografia panorâmica tem tanto de estimulante como de difícil.
Hoje em dia existem câmaras compactas que permitem fazer imagens panorâmicas num só clique e aplicações para telemóvel que também o fazem.
No entanto, se pretende uma imagem de alta qualidade, que lhe permita fazer uma impressão de grandes dimensões, então precisará de ir um pouco mais longe e, eventualmente, recorrer a uma câmara reflex.
Antes de se aventurar pelo mundo das panorâmicas, existem algumas questões que deve ter em conta. Primeiro que tudo, não se esqueça de levar consigo o tripé. O uso deste acessório pode parecer aborrecido e incómodo, mas poderá ser a diferença entre uma panorâmica perfeitamente alinhada e uma foto que parece ter sido feita a partir de um carro em andamento numa montanha russa. Adicionalmente, caso fotografe em condições de fraca luminosidade, é vital aliar o tripé a um cabo disparador, para não movimentar inadvertidamente a câmara e, assim, evitar as imagens tremidas.
Depois, caso a sua câmara possua a função LiveView, esta é uma boa altura para lhe dar uso, pois torna mais fácil pensar na composição, alinhar as imagens e aferir as zonas de sobreposição entre fotos. De facto, para que a sua panorâmica tenha uma maior probabilidade de sair perfeita, quando estiver a fotografar, deverá fazer uma sobreposição, no mínimo, de 30% da imagem anterior, de forma a que o programa que venha a utilizar para juntar as imagens consiga encontrar pontos em comum entre as mesmas.
Outro aspecto digno de nota é que, ao contrário do que se poderia pensar, é sempre preferível registar as imagens com a câmara na posição vertical. De facto, se fotografar com a câmara na horizontal, não só terá um menor ângulo de visão vertical (o que, na prática, se traduz numa menor quantidade de imagem, tipicamente ´cortando’ o céu e a terra), como correrá o risco de exagerar algumas distorções ópticas (sobretudo as designadas por ‘efeito barril’) que irão exagerar da curvatura da linha de horizonte) na sua imagem final. Assim sendo, a posição vertical é, regra geral, a mais adequada.
Por fim, já lhe aconteceu ver imagens panorâmicas com elementos estranhos? Nuvens sobrepostas? Pessoas que aparecem na foto duas vezes ou então cortadas ao meio? Para evitar que isto suceda, na hora de fotografar garanta que todos os elementos estão estáticos, que a movimentação das nuvens não é demasiado rápida ou que o vento não está demasiado forte (este pode alterar a posição de um motivo entre as diversas imagens, sobretudo os mais sensíveis ao vento, como as flores, ramos de árvores, entre outros). Atenção também às mudanças da luz, para não registar imagens com diferentes tipos/intensidades de luz ambiente, essencial para obter um resultado final natural e equilibrado.

Definições da câmara

Para obter uma boa panorâmica deverá definir a mesma exposição em todas as imagens. Assim, antes de começar a fotografar, faça uma medição de luz ao longo de toda a cena que vai fotografar para chegar a um valor de exposição médio, evitando assim a sub ou sobrexposição de algumas imagens. Uma estratégia possível será optar pelo modo de exposição Prioridade à abertura, definindo uma abertura pequena (f/16, por exemplo, para maximizar a profundidade de campo) e uma sensibilidade ISO baixa (ISO 100 maximizará a qualidade de imagem). De seguida, com o modo de medição de luz matricial activado, percorra “cena”, analisando os diferentes valores que a câmara mostra para a velocidade de obturação (atenção, pois poderá ter que premir o botão disparador até meio para que a câmara inicie as medições de luz e mostre o valor encontrado para a velocidade). Depois de aferir o valor médio das velocidades de obturação, ‘copie’ os valores de todas as variáveis de exposição (abertura, ISO e, claro, a tal velocidade ‘média’ encontrada) para o modo de exposição Manual. Deste forma, irá garantir que a câmara regista todas as imagens com a mesma exposição, minimizando as variações de luz entre imagens. Muito importante: desligue o equilíbrio de brancos automático, escolhendo a predefinição que mais se adeque ao tipo de luz ambiente disponível (nublado, por exemplo). Relativamente à focagem, basta que as imagens tenham pontos de focagem diferentes para a todo o trabalho ficar arruinado. Como tal, certifique-se que determina a distância de focagem ideal antes de começar a fotografar, mantendo-a constante ao longo de todos registos (depois de focar, desligue o auto foco, passando para focagem manual). O mesmo é válido para a distância focal, pois também esta deverá permanecer inalterada em todas as fotografias.
Agora, resta pegar na sua câmara, no tripé e num cabo disparador e procurar uma paisagem digna de uma imagem panorâmica de cortar a respiração.

Boas fotos!

Por Joel Santos
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