Mergulho e doença por descompressão

Mergulho e doença por descompressão

O mergulho tornou-se uma actividade popular nos últimos 20 anos, sendo quase obrigatório em águas quentes e transparentes, em férias dentro e fora do país.
Porém, esta actividade também tem os seus perigos pelo que o treino em piscina é um requisito antes do mergulho em alto mar.
Praticar mergulho exige um planeamento prévio, assegurando que todas as medidas de segurança são cumpridas. É importante estar atento a quaisquer alterações, nomeadamente aos sinais e sintomas da doença por descompressão.
O que é a doença por descompressão?
A doença por descompressão ou barotrauma é causada por uma diminuição rápida da pressão do meio circundante, sendo mais comum em mergulhadores, apesar de também poder ocorrer no ar em altitudes elevadas. Esta condição desenvolve-se devido à formação de bolhas de nitrogénio na corrente sanguínea e nos tecidos do corpo, normalmente quando o mergulhador se desloca de águas profundas para a superfície num curto espaço de tempo.
Segundo o Dr. Brons, médico da clínica euroClinix : “O que acontece no corpo durante a doença por descompressão é semelhante ao que ocorre numa bebida gaseificada, em que o gás sai do líquido quando se abre a lata ou garrafa, por a pressão do meio exterior ser inferior”. O mesmo ocorre na corrente sanguínea, formando-se bolhas de nitrogénio no sangue que podem danificar os vasos sanguíneos e obstruir a circulação normal.
Sintomas
Os sintomas da descompressão variam de acordo com a localização de formação das bolhas no corpo, sendo frequentes as dores de cabeça ou vertigens, cansaço ou fadiga, erupções cutâneas, dor nas articulações, formigueiro nos braços e pernas e fraqueza muscular ou paralisia. Cerca de 50% dos mergulhadores com problemas de descompressão desenvolvem sintomas na primeira hora após o mergulho, podendo este ocorrer dentro das primeiras 24 horas.
Em casos mais graves podem desenvolver-se dificuldades respiratórias, choque ou perda de consciência.
Prevenção e tratamento
A doença por descompressão pode ser evitada ao tomar certas precauções. Os principais cuidados incluem a ascensão máxima de 10 metros por minuto e uma pausa de 3 minutos por cada 5 metros de profundidade. Deve evitar-se mais do que um mergulho por dia, manter a hidratação e fazer intervalos de 24 horas entre mergulhar e viajar de avião.
Uma vez a doença por descompressão instalada, não há nenhum medicamento que possa tratar a condição. Os sintomas desaparecem normalmente sem tratamento ou pela inalação de oxigénio a 100%. De qualquer das formas, recomenda-se a ajuda médica assim que se desenvolvam os primeiros sintomas de forma a evitar o agravamento da condição e o risco de consequências mais graves. Está normalmente recomendado descanso cujo período varia de acordo com a gravidade da condição.
Texto: Clínica euroClinix