Mochila de Canyoning

Mochila de Canyoning

Mochila de Canyoning

A partir do nível de autonomia a mochila torna-se um dos equipamentos indispensáveis!

Tal como todos os outros equipamentos, existe um vasto leque de oferta no mercado mas é importante saber que nem todas as soluções são adequadas para o canyoning, podendo em alguns casos representar risco para o praticante.

Começamos por dizer que na escolha de uma mochila, devemos ter em conta 4 aspetos importantes, sendo estes a nossa SEGURANÇA, o nosso CONFORTO, aspetos TÉCNICOS e de DURABILIDADE/RESISTÊNCIA.

No que diz respeito à SEGURANÇA, é importante que a mochila não ponha o canyonista em risco. Deste modo, torna-se imperativo que a mochila esteja munida de apertos de emergência nas alças, pois em caso de luta contra águas bravas ou outro tipo de situações de luta contra o tempo em que a mochila nos esteja a estorvar, poder-nos-emos livrar dela com apenas uma mão e com muita rapidez. Este pormenor também nos permite cruzar uma das alças, deixando a mochila a tiracolo, facilitando assim a natação, pois permitir-nos-á uma maior amplitude de movimentos dos ombros.

Se há equipamentos que se usam no canyoning em que o CONFORTO é importante, a mochila é um deles, já que, tal como o fato, capacete e botas, estamos constantemente a usufruir das suas funções.

Contrariamente aos equipamentos já referidos, a mochila é usada para transportar outro tipo de equipamentos, que no decorrer do canyoning nos podem causar algum desconforto. Nesta perspetiva, o ideal é que a mochila tenha costas acolchoadas, com alguma rigidez para que os objetos no seu interior não nos magoem as costas. Deve ter também alças acolchoadas para não causar desconforto nos ombros e aperto de peito e de cintura para caminhadas de acesso e de saída do canyon. Dentro do canyon, não é aconselhável andar com o aperto de cintura, pois já foram registados vários incidentes devido a esta situação. A mochila deve estar com folga nas nossas costas, pois no caso de toques acidentais com a mochila em rochas ou outros objetos, a mochila cede ao invés de nos desequilibrar para zonas que podem ser perigosas.

No que respeita aos ASPETOS TÉCNICOS é facilmente visível que a mochila deverá ter uma boa drenagem de forma a evitar o excesso de peso, a facilitar a saída de água, especialmente nos rapeis aquáticos quando descemos com a mesma à cintura deixando sair a corda de recuperação, facilitar a natação pelo facto de não acumular água excessiva e a facilitar-nos a saída das lagoas. No que toca ao seu interior, deverá possuir porta-materiais, de preferência nas laterais, pois evita que os equipamentos estejam entre as nossas costas e a mochila, o que poderia causar desconforto. Também é importante que tenha uma alça interior resistente para prender a ponta final da corda. Existem vários registos de acidentes graves e até mortais devido à ponta não andar bem presa na mochila.

Quanto ao exterior, deverá estar munida de pegas fortes e resistentes pois estes pormenores permitem-nos utilizar técnicas para ultrapassar movimentos de águas bravas e ultrapassar outro tipo de obstáculos. É recomendável ainda que as mochilas tenham uma tampa para evitar entrada excessiva de água nos rapéis aquáticos e evitar perda de equipamento, principalmente em piscinas. O ideal é que essa tampa contenha uma bolsa extra com fecho, de fácil acesso, de preferência pelo exterior (sem ter que abrir a mochila) para colocar equipamentos aos quais recorremos frequentemente (ex: fitas, cordeletes, máscara, etc). Poderão ainda ter porta-materiais exteriores e suporte para mosquetão na alça para recolher corda, o que na nossa opinião é dispensável por haver formas mais fáceis e eficientes de o fazer. Ainda um aspeto relacionado com a recolha da corda, é que a mochila tenha um material relativamente rijo de forma a manter a forma da mochila, mesmo quando está vazia e de preferência sem tecidos de fecho na sua “boca”. Estes pormenores facilitam bastante a recolha da corda bem como a sua saída durante o rapel.

Por fim, e porque falamos num equipamento que muitas vezes é “maltratado”, por ser usado para proteger roces, lançado para piscinas, exposto ao contacto e sucessivo nas rochas e mesmo sujeito a cargas que por vezes são relevantes, então será importante que este equipamento tenha uma DURABILIDADE e RESISTÊNCIA consideráveis.

Ser constituída por um material resistente, com costuras resistentes e feitas em zonas específicas, é um aspeto imprescindível à resistência e durabilidade de uma mochila. Há mochilas que de facto são muito baratas no entanto, quase sempre, apresentam lacunas técnicas, de conforto e sobretudo de durabilidade. Normalmente, uma mochila de qualidade faz cerca de 3 a 4 vezes mais utilizações e munida de todos os aspetos relevantes, acabando por sair bem mais barata se dividirmos o seu preço pelo número de utilizações que conseguem fazer. Estamos a falar num equipamento que nos poderá acompanhar por mais de 300 descidas… que para muitos é o mesmo que dizer “durante muitos anos”!

Vale a pena uma escolha acertada e estamos aqui para o ajudar!

Por: Tobogã